As urnas brasileiras estão passando por mais uma intervenção tecnológica

22 de Março de 2012 Área Jurídica
As urnas brasileiras estão passando por mais uma intervenção tecnológica: a biometria. Ela representa o reconhecimento de um indivíduo por meio de um conjunto de dados vitais. Se a Justiça Eleitoral conseguir implementar esse método, conforme seu cronograma até 2018, teremos inúmeras vantagens brevemente.

A segurança é, indubitavelmente, o principal benefício defendido pelos agentes envolvidos no desenvolvimento dessa nova técnica, que identifica um cidadão pelas suas digitais. Como não existem duas pessoas com as mesmas impressões, se torna impossível votar no lugar de alguém.

A agilidade também é levantada pela sua importância. Cabe lembrar que na época das urnas de lonas eram necessários alguns dias para apurar uma eleição, já que os votos eram contados um a um. Em seguida, como evoluímos para as urnas eletrônicas, a contagem passou a ser finalizada em poucas horas. Por sua vez, as urnas eletrônicas com dispositivo de reconhecimento biométrico tornam a votação mais rápida, pois não há necessidade de identificação por documento. Basta apenas o dedo do eleitor no terminal e ele estará apto a votar.

Ademais, a biometria ainda servirá para ajudar o Ministério da Justiça a implantar o Registro de Identificação Civil (RIC). Esse documento substituirá a carteira de identidade, o cadastro das pessoas físicas e o título de eleitor. Dessa forma, teremos o maior banco de dados do mundo.

Assim, é indiscutível que essa inovação tecnológica, além de trazer tantos pontos positivos, fortalece a democracia, uma vez que evita fraudes. São realizações como a biometria que fazem da Justiça Eleitoral uma das instituições mais elogiadas pela população brasileira, servindo de modelo para tantos outros países cujos representantes se deslocam até aqui para aprender como são realizadas eleições seguras.


Sobre a Autora: Maria Carolina Fugagnoli Filizola Friedheim é bacharela em direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), pós-graduada em direito público lato sensu pela Escola Superior da Magistratura de Pernambuco (ESMAPE), assessora de gabinete do desembargador eleitoral Virgínio Carneiro Leão, autora do livro Direito lleitoral - questões comentadas, Editora Impetus.

Fonte: Maria Carolina Fugagnoli Filizola Friedheim

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