Anpac pede esclarecimentos aos Correios sobre demora em concurso

13 de Julho de 2010 Concursos
A Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) enviou carta aos Correios solicitando esclarecimentos sobre a data de aplicação das provas e qual será a organizadora do concurso para 6.565 vagas, que teve o edital publicado em dezembro de 2009 e recebeu 1.064.209 inscritos.

De acordo com o presidente da associação, Ernani Pimentel, foram enviadas duas cartas à empresa pública, uma na quinta-feira (8) para o presidente da comissão de concursos dos Correios e outra na sexta (9), para o presidente da empresa pública.

Para Pimentel, a demora prejudica o candidato, já que os estudos costumam ter como base provas anteriores da organizadora. Sem saber qual será a empresa que realizará a seleção, o candidato não pode fazer exercícios com provas anteriores da mesma instituição, explicou. A data da prova também é importante para os candidatos fazerem o cronograma de estudos. "São duas definições que não podem ser escondidas dos candidatos", disse.

Na carta, a Anpac cita, ainda, que "tem recebido, de candidatos de várias partes do país, expressões de dúvida, incerteza, desânimo e até descrédito, em função de não estarem sendo informados do que está realmente acontecendo" com o concurso.

Os Correios já chegaram a anunciar dois nomes de empresas que poderiam via a realizar a seleção. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi a primeira a ser escolhida, mas foi descartada por não ter atestado de realização de concurso de nível nacional.

O diretor de gestão de pessoas da empresa pública, Pedro Magalhães Bifano, disse ao G1 no dia 1º de julho que, em nova seleção, a Fundação Cesgranrio havia sido escolhida. Porém, a fundação passaria ainda por uma auditoria dos Correios para que o contrato fosse concluído. O resultado, contudo, não é divulgado pelos Correios desde então.

Bifano chegou a anunciar que a prova aconteceria no final de agosto.

Contratação direta
O processo de escolha da organizadora começou em 20 de maio, após o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar os Correios a realizar a contratação direta da empresa que realizará a seleção.

A autorização do pedido, feita pelo ministro das Comunicações, José Artur Filardi Leite, foi publicada no dia 1º de junho no "Diário Oficial da União", na página 126 da seção 1.

O documento registra a autorização "da contratação direta de entidade detentora de notória especialização e inquestionáveis capacidade e experiência na matéria".

De acordo com Bifano, a FGV venceu a escolha da primeira vez, entre outras seis organizadoras, porque apresentou o melhor preço. Entretanto, na hora de apresentação dos documentos, a fundação não tinha um dos requisitos, o atestado de realização de concurso em nível nacional.

Concurso parado
O concurso está parado desde o término das inscrições, em fevereiro, por conta da demora na escolha da empresa que fará a seleção - o concurso foi aberto em dezembro do ano passado.

Foram os próprios Correios que realizaram as inscrições e optaram por contratar organizadora somente após terem o número fechado de inscritos. O motivo alegado foi a redução de custos. A empresa diz que, com o número total de candidatos, a organizadora não corre o risco de fixar para cima o preço cobrado para realizar a seleção.

Fonte: Portal G1

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