Entrevista com Flaviano Lima, autor da obra Direito Previdenciário para Concursos

01 de Junho de 2011 Entrevista
Flaviano Lima é professor de cursos preparatórios para concursos há mais de dez anos e Auditor Fiscal da Receita Federal. Em sua primeira obra lançada pela Editora Impetus, Direito Previdenciário para Concursos, ele traz toda sua experiência de anos lecionando e estudando a disciplina. Com exemplos cotidianos e linguagem clara, a obra conquista o concurseiro que deseja aprender a disciplina. Nesta entrevista, o autor também fala sobre a época em que era concurseiro, sobre os desafios e "macetes" para estudar Direito Previdenciário, como escolher o material ideal, dentre outras dicas imprescindíveis.

O senhor acaba de lançar pela Editora Impetus a obra Direito Previdenciário para Concursos. Qual é o grande diferencial da obra?

Ao escrevê-la, busquei uma linguagem clara e recheada de exemplos. Sempre que possível, trouxe exemplos retirados do cotidiano, para que o aluno se sentisse próximo das situações narradas e, assim, fixasse melhor o conteúdo das disciplinas. Nesse sentido, por exemplo, quando trato dos dependentes do segurado, crio uma família hipotética, com marido, mulher, ex-mulher, filhos de um casamento anterior e, com base nessa situação, analiso as regras da legislação para saber quem teria direito a receber a pensão por morte, caso o segurado viesse falecer.

[b]Além disso, em todo o texto procurei mostrar ao aluno como as bancas examinadoras vêm cobrando a matéria. Sempre que possível, o estudante já encontrará no próprio texto uma questão recente, para que possa memorizar o conteúdo tendo em vista a forma como é feito o questionamento na prova.
A experiência como professor de cursos preparatórios ajudou muito na elaboração dessa obra? Por quê?[/b]

Sem dúvida me ajudou bastante. A todo o momento, enquanto estava escrevendo, eu recorria a situações vividas por mim em sala de aula, procurando esclarecer, no texto, as dúvidas mais comumente trazidas pelos alunos e converter para a forma escrita a didática que utilizo em sala de aula há um bom tempo.

O senhor é Auditor da Receita Feral, logo, um servidor público, e já passou por esta vida de concurseiro. Quais as dicas que dá para os concurseiros que estão levando a sério essa empreitada?

A principal dica é a persistência. A aprovação em concurso, como regra, é fruto de um trabalho árduo durante um longo período. É preciso tenacidade para se ter sempre em mente o objetivo. Somente assim é possível resistir às tentações do cotidiano, às armadilhas que nos desanimam e nos afastam do estudo. Gosto muito da comparação feita por William Douglas entre a preparação para concursos e o treinamento para a maratona. Em ambos, a persistência e a motivação são a chave para o sucesso.
Quando eu estava estudando, havia dias em que me sentia muito bem, com bom rendimento na leitura, excelente assimilação dos conteúdos, êxito nas soluções de questões e confiança no caminho que eu estava seguindo. Mas, é claro, havia também dias em que tudo dava errado. Não conseguia ler muito, a assimilação do conteúdo lido era mínima e eu me sentia muito distante da aprovação.
Com o tempo, quando parava para refletir, à noite, passei a dizer a mim mesmo que, mesmo se aquele não tivesse sido um bom dia, eu estava indo dormir mais próximo do meu objetivo, pois eu tinha aprendido algo que desconhecia ao acordar. Nesses dias de desânimo, procurava me motivar com pequenas metas, ou conceder-me pequenas recompensas. Por exemplo: dava-me duas horas de folga, se obtivesse determinada pontuação em um simulado, ou estabelecia um número mínimo de páginas para eu ler naquele dia.
A cada dia, precisamos encontrar motivação para seguirmos no estudo. Sempre gostei muito de mentalizar os benefícios que a aprovação traria para minha vida, e quando fazia isso ganhava mais gás para o estudo.

Quais os maiores desafios para vencer a batalha do concurso público?

Escolher bons materiais de estudo é um deles. Atualmente, a literatura é vasta. Há muitas obras voltadas para concurso e há muita informação sobre elas. O concurseiro precisa mergulhar no mundo dos concursos, fazendo contato com outras pessoas que estejam seguindo o mesmo caminho, informando-se sobre os melhores autores de cada matéria. Na minha época, eu adorava dedicar alguns momentos de "lazer" à peregrinação por livrarias, para conhecer novos livros e autores. Hoje, a internet facilita muito essa tarefa.
A organização do estudo também é importantíssima. É preciso conhecer a fundo o edital do concurso, entender quais são as matérias mais importantes e planejar a forma como se irá avançar no programa das disciplinas.
Recomendo que todos façam uma planilha, indicando, matéria por matéria, quais os itens estudados e os não estudados, bem como avaliando de modo sincero o seu nível de conhecimento em cada uma delas. Essa análise será primordial para determinar a escala de prioridades e o tempo a ser dedicado às matérias que serão estudadas.

Na disciplina de Previdenciário há alguma dica infalível para o concurseiro conseguir estudar a matéria sem perder tempo e fixá-la da melhor forma?

Dica infalível não há, mas há assuntos importantíssimos, cuja cobrança é extremamente comum. O texto constitucional, na parte que traça a estrutura da Seguridade Social (arts. 193-204) é sempre muito cobrado em provas elaboradas pela ESAF. A classificação dos segurados também é objeto de questionamentos em quase todas as provas, assim como o estudo do salário de contribuição e das parcelas que o integram. A renda mensal e os requisitos para a concessão de cada um dos benefícios são bastante questionados, além dos prazos de manutenção da qualidade de segurado e de carência. Se conhecer bem esses assuntos, o aluno, certamente, fará uma boa prova.

Muitos concurseiros não têm dinheiro para pagar um curso preparatório. O senhor acha que apenas com um bom material de estudo é possível estudar para concurso?

Sim. Tenho muitos colegas que já foram aprovados em diversos concursos sem nunca terem frequentado um curso preparatório. No concurso, assim como na vida, somos nós que fazemos a diferença. O aprendizado real depende do nosso comprometimento com o estudo. Como costumo brincar em sala de aula, a aprovação depende de HC (horas na cadeira). Isso, sim, faz toda a diferença!

Quais dicas o professor dá aos concurseiros para saberem diferenciar um bom material?

O bom material contém linguagem simples, que se consegue entender, ainda que não se tenha muita familiaridade com o tema. O bom material possui exemplos, associações, comentários, é objetivo e foca as questões, indicando como se dá a cobrança do conteúdo em provas. Além disso, o bom material oferece um canal para o esclarecimento de dúvidas.
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