Entrevista com o professor Décio Sena

03 de Julho de 2012 Entrevista
O senhor acaba de lançar a obra Gramática Aplicada para Concursos pela Editora Impetus. Qual o principal objetivo desse livro para o leitor?
O objetivo fundamental que inspirou meu trabalho foi o de trazer para o público que se prepara para concursos públicos uma gramática objetiva, que fosse diretamente aos pontos fundamentais dos programas de língua portuguesa mencionados pelas bancas examinadoras. Uma gramática tradicional da língua portuguesa, como é obrigatório, expõe todos os itens estudados no ensino fundamental de nossa língua. Com isso, páginas e páginas costumam ser "desperdiçadas", no sentido de que informam assuntos não explorados pelas provas desses concursos, em detrimento de uma maior particularização daquilo que, realmente, importa. Não se falando, também, na questão da exercitação, que costuma ser exposta apenas quantitativamente, acompanhada pelos gabaritos, sem as explicações necessárias para que o estudante entenda suas respostas.

Essa Gramática aborda todos os pontos cobrados pelas bancas examinadoras de concursos?
Sem dúvida. O título "Gramática Aplicada para Concursos" já deixa perceber a objetividade com que trabalhamos a obra.

Qual é a proposta de estrutura da obra? Os leitores conseguirão apreender o seu conteúdo de forma profunda e eficaz?
Como afirmei na primeira resposta, a omissão de assuntos que não têm relevância em concursos públicos proporcionou-nos a possibilidade de explorar aqueles que são de importância capital para o concursando. Uma gramática que, além de conter todos os assuntos que compõem o tradicional corpo gramatical, fosse tão minuciosa em explicar as razões que fundamentam os capítulos de morfologia, sintaxe e pontuação, como fizemos, seria composta de um número tal de páginas que se tornaria, pelo preço, inviável ao grande público. Nossa opção, assim, foi tratar aquilo que o candidato realmente encontrará com um detalhamento inexistente em qualquer outro livro de que temos conhecimento. Modéstia à parte, consideramos o capítulo de sintaxe absolutamente inovador. Com ele, o candidato obterá explicações lógicas acerca dos processos de regência, concordância, colocação pronominal e análise sintática. Pontuação, assunto obrigatório, no qual sempre se explora o emprego de vírgulas, foi, também, alvo de nossa atenção particular. Em nossa trajetória como professor sempre nos preocupamos com a necessidade de ajudar o aluno a entender os processos linguísticos, e não de decorar fórmulas mágicas. Esse mesmo espírito orientou-nos na produção desta obra.

Além de trazer a teoria, o livro faz o candidato colocar em prática tudo que aprendeu, através de exercícios com gabarito comentado. Por que é tão importante a prática de exercícios durante os estudos para concursos?
A simples resolução de exercícios não garante ao candidato a certeza de ter entendido a questão. Mesmo quando ele acerta o exercício, em inúmeras oportunidades terá ficado em dúvida acerca de outras alternativas. Eventualmente, acerta por exclusão das outras opções. É fundamental, assim, que haja a explicação devida das razões que tornaram uma alternativa resposta da questão. Neste ponto, reportamo-nos, inclusive, ao processo que vem orientando nossos livros de provas comentadas.

Para o senhor, qual é o grande diferencial que a obra traz para o concurseiro?
Eu diria que é a possibilidade de vir a entender - e não decorar passivamente - os diversos itens que compõem assuntos de vital importância para a sua aprovação. Reforço, assim, que, ao escrever este livro, procuramos fazê-lo como se estivéssemos em sala de aula. Foi um trabalho tão prazeroso quanto o que sentimos ao longo desses 40 anos de magistério.

Fonte: Redação Impetus

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