Polícia Federal terá 512 vagas para nível superior

11 de Novembro de 2011 Área Policial
Paralelo à elaboração do edital, a comissão do concurso para agente e papiloscopista da Polícia Federal (PF) já trabalha também na preparação do processo de contratação da organizadora. A definição da banca do concurso é ansiosamente aguardada por aqueles que já estão se preparando para a seleção. A expectativa do Ministério da Justiça é de que a autorização do concurso seja concedida ainda este ano.

Enquanto não é escolhida a organizadora, a orientação é para que os futuros candidatos estudem tomando como base o edital do último concurso para cada um dos cargos, como já ressaltou o próprio diretor de Gestão de Pessoal da PF, Maurício Leite Valeixo. Para agente, a última seleção ocorreu em 2009, e para papiloscopista, em 2004.

No último sábado, dia 29, durante a 2ª Feira da Carreira Pública do Rio de Janeiro, promovida pela FOLHA DIRIGIDA, o coordenador de provas práticas do Cespe/UnB, organizadora dos últimos concursos da PF, Luiz Mário Marques Couto, afirmou que a instituição tem um grande interesse no novo concurso do departamento. Ele disse, no entanto, que a organizadora ainda não foi contatada pela PF. O mais provável é que esse contato ocorra somente após a autorização do concurso.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou, no último dia 10, que o Ministério do Planejamento já sinalizou a autorização, restando, porém, a definição dos números do concurso. Foram solicitadas 396 vagas de agente e 116 de papiloscopista.

Ambos os cargos são destinados a quem possui o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação (B ou superior), e têm remuneração inicial de R$7.818 (incluindo auxílio-alimentação, de R$304).

Agente e papiloscopista: conheça etapas

Com a possibilidade das provas dos concursos serem realizadas já no início de 2012, é fundamental que os interessados em concorrer às vagas que serão abertas para agente e papiloscopista iniciem o quanto antes a sua preparação.

Mesmo o diretor de Gestão de Pessoal da PF, Maurício Leite Valeixo tenha recomendado o estudo com base no edital do último concurso para cada um dos cargos, com relação à estrutura da seleção, a maior probabilidade é que seja mantido o modelo utilizado na seleção mais recente: a de 2009, para agente e escrivão.

Caso isso se confirme, os candidatos serão submetidos a provas objetivas e discursiva (com as disciplinas variando conforme o cargo), avaliação psicológica, exame médico, exame de aptidão física, prova prática de digitação (apenas escrivão), curso de formação e investigação social.
Naquela última oportunidade, o exame de aptidão física foi composto por testes em barra fixa, de impulsão horizontal, de corrida de 12 minutos e de natação (50 metros), com índices diferentes para homens e mulheres.

Com relação às disciplinas, na última seleção para agente, foram cobrados Língua Portuguesa, Noções de Informática, Atualidades, Raciocínio Lógico, Noções de Administração, de Microeconomia, de Contabilidade Geral, dos direitos Penal, Processual Penal, Administrativo, Constitucional e Legislação Especial.

Já no concurso mais recente para papiloscopista, realizado em 2004, foram testados os conhecimentos de Língua Portuguesa, Noções de Informática, Atualidades, Raciocínio Lógico, Química, Física, Biologia, Noções de Estatística, Arquivologia e Noções de Direito (Constitucional, Penal, Processual Penal e Administrativo).

Candidatos devem cuidar também do condicionamento físico: veja as dicas

A prova física é uma etapa que preocupa a maioria dos candidatos aos cargos da área policial da Polícia Federal (PF). Muitos concorrentes alegam que somente verdadeiros atletas são capazes de conseguir aprovação nessa fase. O professor Elon Junior discorda e afirma que, se houver uma preparação adequada, qualquer um consegue passar.

"No último concurso da PF, os índices aumentaram bastante e os candidatos questionaram muito. Mas esses números foram baseados numa pesquisa feita na própria PF e foi obtido um índice mínimo que a pessoa precisa ter para suportar a carga de treinamento no curso de formação da PF", explicou.

Elon destaca a importância de uma preparação física com antecedência. Segundo ele, há dois aspectos positivos: há uma maior garantia de aprovação e ainda melhora o condicionamento intelectual do candidato. "É preciso separar um tempo para o estudo intelectual e também a parte física, porque haverá benefício para o Teste de Aptidão Física (TAF) e para a avaliação da prova escrita", concluiu.

"É muito triste ver alguém ser aprovado na prova escrita e não conseguir passar na física. Se treinar adequadamente, não haverá problemas", completou o autor do livro Preparação Física para Concursos, lançado na 2ª Feira da Carreira Pública.

Para o exame físico da Polícia Federal, Elon sugere que, mesmo sem ter acesso ao edital, o interessado em participar do concurso deve ser basear no anterior, realizado em 2009, para já iniciar sua preparação. "A parte física é a parte mais fácil do certame, porque as pessoas podem ver o último edital, então há um tempo hábil para treinar e, quando o concurso abrir, estarão aptas a fazer essas modalidades", disse.

Ele explica que o treinamento é todo feito com base no que consta no edital. "Já existe os tipos de testes e índices que serão exigidos. Então o ideal é trabalhar a especificidade e simular todos esses testes", informou.
Segundo Elon, a reprovação na prova física da PF chega a quase 100%. "Os candidatos não conseguem passar nessa etapa, porque estudam só para a prova objetiva e esquecem da física. Quando começam a se preparar, o tempo acaba sendo curto", lamentou.

Para o professor, o principal erro cometido pelos concorrentes é de treinar em cima da hora. Além disso, muitos não se baseiam no edital e não conhecem os tipos de teste, consequentemente não sabem a biomecânica do movimento e executam de forma errada.

Elon aconselha que o candidato dedique entre uma hora e meia e duas horas à preparação física. "Também é importante treinar no mesmo horário que será realizada a prova prática, para não haver dificuldade com o clima. É preciso focar na especialidade que está no edital, e simular os testes que são cobrados", sugeriu.

Fonte: Folha Dirigida

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