O que faz um Promotor de Justiça?

01 de Dezembro de 2011 Carreiras
Para esta edição, entrevistamos Felício Soares, que acaba de lançar o Manual sobre Armas de Fogo para Operadores do Direito, pela Editora Impetus. O autor é Promotor de Justiça em Tocantins e explica um pouco mais sobre sua profissão.

Quais as principais funções de um Promotor de Justiça?
O Ministério Público zela pela ordem democrática; em outros termos, pela fiel aplicação da lei nas situações mais sensíveis para a sociedade. Assim, tem atuação na área criminal, na improbidade administrativa (corrupção), na defesa do meio ambiente, da saúde pública, do consumidor, do idoso, da criança e do adolescente etc.

Quais os principais desafios? Há diferença do exercício da profissão em cada Estado?
Cada Estado tem suas características. Por exemplo, os da Região Norte têm uma preocupação mais acentuada com a proteção ao meio ambiente; as cidades mais desenvolvidas têm maior índice de criminalidade etc. Atualmente, o maior desafio do MP é o combate à corrupção e à criminalidade em geral.
Como é o dia a dia deste profissional?
O dia a dia do Promotor de Justiça abrange atividades no fórum (audiências), na Promotoria (atendimento ao público, análise de processos etc.), bem como em campo (vistoria em Delegacias, em áreas de lixões clandestinos, em Conselhos Tutelares etc.).

Esta profissão pode ser estressante? Por quê?
O trato com assuntos muito delicados (e que envolvem agentes que se supõem "poderosos") acaba provocando uma exposição do Promotor de Justiça a situações onde sua segurança fique em risco. Porém, a cúpula da Instituição vem tomando medidas preventivas no sentido de proporcionar segurança a seus membros, não só concedendo escolta, mas também criando grupos onde vários Promotores atuam em conjunto, despersonalizando a atividade.

O senhor considera difícil a prova para este concurso? Quanto tempo o senhor estudou até passar?
Não só a prova é difícil, mas também a concorrência vem crescendo em número e qualidade. Na minha época, não existia essa quantidade de cursinhos telepresenciais, nem obras direcionadas para concursos. A preparação exige muito mais dedicação, e ferramentas para auxiliar nesse aprendizado são fundamentais, como os mapas mentais do Felipe Lima, que, "por acaso", é meu irmão!

Qual é, para o senhor, o maior obstáculo para os concurseiros que querem passar neste certame?
Pode parecer clichê, mas o maior obstáculo é o próprio candidato. Se ele não se focar naquilo que deseja, não se dedicar na execução de seu sonho, não se diferenciar, muito provavelmente não alcançará o êxito desejado. Costumo dizer que os candidatos têm os mesmos livros à disposição; o que faria a diferença seria o empenho de cada um.

Há alguma disciplina que se precisa estudar mais?
Todas as disciplinas são importantes, pois é a média que vale. Costumo dar o seguinte exemplo: participei de um concurso de média 5 (MP/RO, ano de 2000), e tirei 8 no módulo de Penal e Processo Penal, mas tirei 4 no de Civil e Processo Civil... Ou seja, se eu estivesse dentro da média, teria passado.

Qual mensagem o senhor daria aos concurseiros que estão estudando para passar em um concurso?
Qualquer um pode sonhar pelo outro, mas tornar esse sonho realidade só cabe a uma pessoa: você mesmo.

Fonte: Redação Impetus

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